State of Play da Sony visto por um dono de PS4
State of Play é um evento organizado pela Sony para mostrar o que empresas de terceiros estão preparando para lançar no ecossistema da gigante japonesa. Todo mundo está falando disso, mas eu decidi trazer o ponto de vista de um proprietário de um console defasado, o PS4, em relação aos eventos de games 13 anos depois que essa máquina chegou ao mercado.
Ter um PC gamer ou um console de última geração é bem legal. Em alguns anos eu já tive e posso dizer que parece que cada anúncio e lançamento tem você como alvo. Mas acredito que na realidade do Brasil, não é uma possibilidade para muita gente. Eu incluso.
Desde que o PlayStation 5 foi lançado, essa não é mais a minha realidade, porque eu fiquei no PS4 por diversos motivos. Os principais pra isso são as minhas duas backlogs, duas listas de jogos que eu ainda não joguei: os que eu já comprei e ainda não tive tempo e os que eu pretendo comprar.
Se fosse só isso, estava tudo certo, mas a lista de jogos que eu quero comprar não para de crescer. Até agora a máquina da Sony que foi lançada em 2013 continua recebendo ótimos títulos.
E o segundo motivo é que a minha tevê é Full HD, 1080p. Pra quê eu vou comprar um videogame que tem como foco a resolução 4K se eu não tenho televisão nem monitor com essa resolução? E eu não estou sozinho nessa: mais da metade dos lares do Brasil estão com na mesma resolução que eu ou até uma menor.
Dito isso, antes de continuar, eu gostaria de agradecer à Nintendo. Isso mesmo. Você não leu errado. Eu gostaria de agradecer à Nintendo por lançar videogames com capacidade gráfica e de processamento muito menores que os consoles das concorrentes.
Com ela faz isso, muitos títulos que são feitos para o Switch original também acabam sendo portados para o PlayStation 4 e continuam aparecendo para mim e para os outros proprietários do quadrado preto da Sony. Um exemplo que foi anunciado na própria State of Play, foco deste texto, é Octopath Traveler O (Zero), da Square Enix.
Em compensação, a Microsoft decidiu parar de fabricar consoles e os consumidores estão com dificuldades de encontrar quaisquer Xbox Series em várias partes do mundo. Isso acaba empurrando pessoas que só querem um videogame a comprar um PlayStation 5 e, consequentemente, aumentando o público deste console e acelerando o fim do suporte ao seu antecessor.
Enfim, eu sei que o meu guerreiro de meia idade (afinal, ele ainda não é um console retrô) uma hora vai parar de receber atenção das desenvolvedoras, mas, apesar de não gostar de pensar nisso, eu sei que vai dar pra ficar com ele mais um bom tempo, considerando como a Sony tem mantido a loja do PlayStation 3 até hoje.
Mas agora chega de enrolação: Vamos falar do evento!
Do total de 26 novos conteúdos do State of Play que a Sony transmitiu em 11 de novembro de 2025, que incluem novos jogos, DLCs e até atualizações, oito deles estarão disponíveis para jogar no PlayStation 4 caso proprietários deste console queiram e estejam dispostos a desembolsar a grana adequada pra isso.
Isso quer dizer que 30% dos lançamentos que ganharam publicidade da Sony ainda vão dar as caras para a galerinha que, como eu, decidiu ou foi obrigado a não comprar um PS5.
Vamos dar uma olhada no que apareceu no evento.
Dos jogos inéditos anunciados que chegarão para o ecossistema da Sony, aqueles que só vão sair para PlayStation 5 são maioria: Coffee Talk Tokyo, BrokenLore: Ascend, MotionRec, Wandering Sword, Tokyo Xtreme Racer, BlazBlue: Entropy Effect X, Kyouran Makaism, Fate Trigger e Marvel Tōkon: Fighting Souls.
Ainda dentro da categoria de jogos completos, teremos dois remakes que só estarão disponíveis para o console da última geração: Dragon Quest VII Reimagined e Fatal Frame II: Crimson Butterfly Remake.
Esses dois foram separados porque tem uma coisa dessa onda de remakes e remasters que me deixa feliz: qualquer um consegue jogar os títulos originais sem problema nenhum, afinal de contas, Dragon Quest VII saiu em 2000 para PlayStation 1 e Fatal Frame II, em 2003 para PlayStation 2. Hoje, com qualquer computador batata comprado em um loja de departamento dá pra rodar eles e ter uma experiência próxima o suficiente da original.
E, encerrando a categoria "não vai dar pra jogar no Play 4", tivemos DLCs e pacotes de atualizações que o jogo base já não foi lançado para a geração anterior, então é meio óbvio que não vai rodar nela. Foi conteúdo adicional anunciado para os jogos: Dynasty Warriors: Origins, Once Upon a Katamari, Pac-Man World 2 - Re-PAC, Digimon Story Time Stranger, Super Robot Wars Y, Elden Ring Nightreign e Gran Turismo 7.
Acabei tirando Gran Turismo 7 da ordem de apresentação e deixei pro final porque com ele acontece uma coisa bem trágica: o jogo base está disponível pra Play 4, mas essa nova DLC não.
E, finalmente, chegamos em tudo que vai sair também para PlayStation 4:
JOGOS COMPLETOS
1. inKONBINI: One Store. Many Sories - joguinho cozy
2. BrokenLore: UNFOLLOW - terror
3. No Sleep For Kaname Date - From AI: The Somnium Files - visual novel, puzzle
4. Grave: The Witch and The Curse - metroidvania
5. Damon and Baby - shooter isométrico
6. Octopath Traveler O (Zero) - JRPG
DLCs
7.. Pac-Man World 2: Re-Pac: Sonic the Hedgehog Collaboration Content
8. Pack do Bob Esponja para Sonic Racing: CrossWorlds, que eu só estou esperando uma promoção razoável pra comprar.
Resumindo, foram anunciados 26 novos conteúdos, dos quais 8 estarão disponíveis para PlayStation 4. Ainda dá pra aproveitar mais ou menos 30% de tudo que está sendo lançado em 2025 em um console de 2013. E ainda sairão 2 remakes de títulos da primeira metade da década de 2000, então os originais rodam em qualquer computador.
Também foi anunciado um PlayStation 5 com região fixa para o Japão que deverá custar 55 mil ienes com impostos, o que dá aqui no Brasil, aproximadamente, R$ 1900. Provavelmente isso foi feito para competir com o Nintendo Switch 2, que tem a mesma trava e sai mais barato para os conterrâneos das empresas.
Eu fico chateado, porque o poder aquisitivo dos nipônicos é maior que o nosso, então porque não trazer esses preços pra cá também? Somos o décimo maior mercado de games do mundo em número de jogadores, então não dá pra dizer que a grana sendo gasta no seguimento de jogos eletrônicos seja desprezível. Triste isso.
Para acabar este texto, eu acho que dá pra aproveitar bem o PlayStation 4 em 2025: estão saindo novos jogos, DLCs e ainda tem um monte de coisas no catálogo dele que a maioria das pessoas não aproveitou. E aí, o que você pretende jogar?
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