Machick 2 - Análise/Review
Machick 2 é um Roguelike-Survivor brasileiro com a jogabilidade inspirada em Vampire Survivors, mas, na minha opinião com muito mais carisma e humor. O nome eu acredito ser a abreviação de Magic Chicken 2 ou, em português, Frango Mágico 2, mas eu acho que ficaria mais legal alguma coisa como Galima, juntando as palavras 'galinha' e 'mágica'.
Aí eu fico imaginando um mago, tipo aqueles que aparecem em Conan, perto de uma fogueira, durante a noite, falando cada sílaba pausadamente e em tom sombrio: ga-li-ma, Ga-Li-Ma, GA-LI-MA.
Deixando os devaneios de lado, antes de começar a análise, existem dois aspectos muito importantes que têm que ficar claros: primeiramente, pelo que eu pude perceber, o jogo ainda não está 100% pronto. Todos os elementos de jogabilidade parecem estar ali, mas as animações, os filminhos que o jogo teria, não apareceram pra mim. Ao invés disso, tem uma tela daquelas bem antigas de tevê de tubo, de quando os canais abertos não tinham nada pra passar na madrugada.
Então pode ser que, fora isso, ainda existam aspectos do jogo que eu não percebi que não estavam prontos ou polidos durante a jogatina realizada para elaboração deste texto.
Em segundo lugar, o jogo foi exclusivamente distribuído para Windows e eu só uso Linux. Por isso alguns problemas que eu encontrei podem existir somente pra mim. Daí, caso eu relate alguma coisa aqui que não esteja de acordo com a realidade do jogo em fevereiro de 2026, é só avisar que tudo será corrigido.
Dito isso, todo o restante funcionou super bem, não apresentando nenhum problema e sendo super divertido.
De novo, com a jogabilidade baseada em Vampire Survivors, o personagem principal,
seu frango, que foi invocado para proteger sua espécie, fica no meio da
tela e precisa usar sua varinha, mágicas e poderes contra sapos que
estão atacando os galináceos.
Mas, antes de começar a porradaria sobrenatural, a primeira coisa a fazer é fabricar a sua varinha, escolhendo 4 aspectos definem os seus poderes. Eles são: formato, madeira, núcleo e elemento. Você começa com apenas uma opção para cada uma dessas características, mas libera mais usando dinheiro que é adquirido jogando.
A estratégia básica, então, é conseguir a madeira de Midas, que dá mais dinheiro, para liberar todo o resto mais rápido, testar cada uma e focar na combinação que você gostar mais.
Eu ainda não descobri como melhorar os elementos, fazer eles subirem de nível, então não sei se eu deixei essa parte passar batida ou se ainda não foi implementada, assim como as animações.
Conforme você avança no jogo, vai ganhando dinheiro ou outros recursos, achando pedaços de relíquias e libertando outros frangos. Dá para comprar melhorias de jogabilidade na base, liberar novos personagens jogáveis, fazer upgrade das habilidades e aprender novas mágicas.
Cada fase tem uma variação legal de inimigos até o chefe e, no começo, a dificuldade do jogo vai escalonando de maneira extremamente satisfatória. Mas, conforme você avança, surgem 2 problemas.
O primeiro é que quando você desenvolve uma estratégia, as fases ficam muito mais fáceis. O que salva são os chefes e subchefes, que causam muito dano, têm muita vida e ainda vem com padrões de ataque diferentes, botando o desafio mais uma vez na tela.
A segunda é que depois de liberar a maior parte das mágicas, até os chefes deixam de apresentar qualquer dificuldade. Depois de fechar a primeira vez, então, quando são liberadas as fusões, você pode deixar o jogo rodando e sair de casa de manhã para trabalhar, chegar sem nem olhar o computador e depois levar a patroa pra jantar que nada vai chegar nem perto do seu frango.
Neste sentido, e me baseando em outros jogos do gênero, parece faltou a vida e o dano dos inimigos aumentar com o tempo, depois que você vence o chefe da fase.
Com todas as mágicas e fusões liberadas, ainda, a tela fica extremamento poluída de tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, o que eu acredito não ser um ponto negativo ou positivo, apenas uma característica desse tipo de jogo depois de liberar todo o conteúdo.
Aliás, um dos aspectos que mais me prendeu foi querer ver como é a animação de cada mágica e, depois, de cada fusão. Valeu a pena e eu gostei bastante.
E, depois de cada fase, aparecem os placares diário e global. Eu acho que ficou bem legal a implementação, inclusive dá pra ver que tem uma galera que realmente gosta de aparecer no ranking das fases. Pra se ter ideia, depois de jogar a primeira vez, eu olhei e pensei que o recorde de tempo ali era de 1 hora e 11 minutos. Achei legal, que seria um desafio divertido chegar perto disso, mas depois eu percebi que era 1 dia e 11 horas e desisti na hora. Aparecer uma vez ou outra no ranking diário já está de bom tamanho pra mim.
Juntando tudo que o jogo traz de bom e o preço reduzido, Machick 2 se torna uma parada obrigatória entre os jogos brasileiros lançados nos últimos tempos.
Só que eu não consegui deixar passar os dois problemas que encontrei, a dificuldade que não escalona do meio para o fim e os inimigos que chegam num teto de vida e dano depois do chefe. Não sei se foram escolha de design, erros a serem corrigidos ou os dois. Mas, pra mim, isso puxa a qualidade do jogo um pouco pra baixo. Não muito.
Mesmo que seja baseado em Vampire Survivors, na minha opinião e análise, Machick 2 supera suas inspirações. Assim que peguei, não consegui parar de jogar por 5 horas e já estou chegando a 15.
Humor, escolhas artísticas, trilha sonora e a evolução das mágicas prendem muito a atenção a atiçam a curiosidade, fazendo de Machick 2, um ótimo jogo. Segue a nota.
Para encerrar, mais dois pontos importantes: para escrever este texto, eu senti falta de um kit de imprensa. Não sei se isso ajuda em algo para alcançar parte da mídia especializada, mas como eu sou pequeno e escrevo como hobbie, a disponibilização de logotipo e das artes mais divulgadas e reconhecíveis ajudam na edição do texto. E, como não poderia faltar, já que não sai da minha cabeça: ga-li-ma, Ga-Li-Ma, GA-LI-MA!








Comentários
Postar um comentário