A série de Fallout NÃO é para você
Só pra deixar, essa é só minha opinião e análise, pode estar tudo errado. Dito isso, vamos lá.

Adaptações de jogos e livros nunca foram feitas para quem já é fã. E a gente pode entender isso fazendo o que muitos personagens da ficção falam quando algo parece difícil de entender: é só seguir o dinheiro.
Afinal de contas, a função de toda e qualquer empresa privada é ganhar dinheiro, gerar lucro. Não existe empresa boazinha, elas só querem o recheio da sua carteira e vão usar de diversas estratégias, propagandas, produtos e serviços para conseguir isso.
Pensando assim, podemos separar a Amazon, que fez a série, e a Bethesda, dona da propriedade intelectual, Fallout, para entender o que cada uma ganha nesse negócio.
De maneira bem simplificada, jogos geram dinheiro através deles mesmos, de maneira direta, seja quando o título é comprado ou quando os consumidores gastam com microtransações. Já as séries e filmes são monetizados de maneira indireta, o produto audiovisual pode até ser vendido, mas, normalmente, não é o que acontece.
Não são os estúdios que fizeram os filmes que recebem o dinheiro de quem está assistindo.
No caso do cinema, as salas pagam o licenciamento para poder exibir os filmes, que pode incluir parte da bilheteria, mas não tudo.
Já na tevê aberta, a grana vem através dos anúncios que passam durante o intervalo, e no cabo ou nos serviços de streaming, a ideia original era que o retorno financeiro acontecesse pelo pagamento das assinaturas, mas a maioria exibe anúncios também.
Nós, carecas, não somos necróticos.
Para continuar essa análise, não interessa se a Amazon pagou a Bethesda para usar a propriedade intelectual de Fallout, se a Bethesda contratou a Amazon pra fazer a série ou qualquer outra relação contratual. O importante é o que cada cada empresa tem como objetivo lançando a série.
A Amazon, especificamente, faz séries no seu serviço de streaming com várias metas. Tem a manutenção da receita da empresa, o número de assinantes que assiste ao que foi produzido e continua pagando; a atração de novos assinantes, que vêm por esse conteúdo e começam a pagar pelo acesso; e a séries também acabam por alimentar pelo menos dois algorítmos com informações dos seus usuários, o telespectador do seu conteúdo no Prime Video e o comprador de produtos da Amazon propriamente dita.
Os dados de quem assiste vão servir para criar perfis e tentar vender outros produtos.
Fora isso, muito provavelmente, devem existir outras maneira que eu nem imagino que a Amazon desenvolveu para ganhar dinheiro com seu conteúdo do Prime Video.
Analisando economicamente, esta empresa está fazendo um trabalho de qualidade impecável com a franquia e, como exemplo disso, vamos pensar na relação que a minha esposa tem com essa série.
Minha amada tem um interesse superficial por videogames, mas não é um segmento de lazer gera expectativa nela. Quando descobrimos que a série existia, ela me convidou pra assistir para que a gente pudesse fazer alguma coisa junto. Gostamos bastante e estamos, os dois, aguardando a terceira temporada.
Por causa disso, enquanto for possível, continaremos pagando a assinatura da Amazon Prime e fornecendo nossos dados de consumo pra essa empresa.
Sucesso!
Agora vamos falar da Bethesda.
Isso quer dizer que se você já joga Fallout, não existe razão para você ser o alvo da propaganda que quer vender esses produtos que você já tem.
A série ser boa e os fãs dos jogos gostarem dela, para a Bethesda, é só um acidente feliz.
E prova disso é que em duas temporadas, a empresa dona da propriedade intelectual não produziu quase nenhum conteúdo para os jogos, só a atualização Burning Springs para Fallout 76, que tem poucas ligações com a série. Pelo que eu pesquisei, somente o personagem necrótico e itens cosméticos.
Enfim, parece que os jogos não são para o público que acompanha a série e a série não é pra nós, que gostamos dos jogos. Triste.





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